A cada ano surgem novas tecnologias de defesa, ferramentas mais sofisticadas e discursos cada vez mais otimistas sobre segurança digital. Ainda assim, as principais ameaças cibernéticas continuam basicamente as mesmas — e seguem funcionando com eficiência alarmante.
Isso acontece porque ataques cibernéticos raramente falham por limitação técnica. Eles falham quando encontram ambientes bem configurados, processos maduros e pessoas conscientes. E isso ainda é exceção.
Enquanto as empresas investem em tecnologia, os atacantes continuam investindo em comportamento humano.
As ameaças mais comuns hoje
Entre os vetores mais recorrentes, destacam-se:
- Phishing: continua sendo a principal porta de entrada. Não pela tecnologia, mas pelo fator humano.
- Ransomware: evoluiu de ataques oportunistas para operações estruturadas, com extorsão dupla ou tripla.
- Credential Stuffing: reutilização de credenciais vazadas em múltiplos serviços.
- Living off the Land (LOLbins): uso de ferramentas legítimas do sistema para evitar detecção.
Nenhuma dessas técnicas é exatamente nova. O diferencial está na execução e no contexto.
Por que continuam funcionando?
O motivo central é simples: segurança ainda é tratada como produto, não como processo.

Ambientes modernos misturam cloud, identidades externas, dispositivos pessoais e aplicações SaaS. Quando isso é somado a:
- MFA mal configurado
- privilégios excessivos
- falta de monitoramento
- ausência de resposta a incidentes
O resultado é previsível.
Outro fator crítico é o excesso de confiança. Muitas organizações acreditam estar seguras por possuírem múltiplas ferramentas, quando na prática não conseguem responder a um incidente básico..
A lição principal
A ameaça não é apenas o atacante — é a combinação entre complexidade mal gerenciada, processos frágeis e decisões equivocadas.
Entender isso é o primeiro passo para sair do ciclo de reação e começar a construir defesa real.
Deixe um comentário